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Você acredita ser uma mãe imperfeita?

Você acredita que é uma mãe imperfeita? Acredita que faz tudo errado? Que diariamente falha com seu filho em algum aspecto?

Se você respondeu “sim” para as perguntas acima, precisa saber que você faz parte do time de mães do “Só eu”.

Agora você deve estar se perguntando que time é esse, esse é o time das mães que acreditam que apenas elas não dão conta de tudo, que só ela erra, que só a casa dela  é desarrumada, que só ela não consegue curtir a maternidade…

Você precisa entender de uma vez por todas que não é só você e também que não é preciso se martirizar por isso, não.  

Mãe segurando sua filha no colo, enquanto beija sua testa.
Mãe segurando sua filha no colo, enquanto beija sua testa.

Sabe porquê? Seus filhos não precisam de uma mãe perfeita! Seus filhos precisam da melhor mãe possível, dentro da sua realidade!

leia novamente para ver se você absorve essa ideia e desiste de ser a mãe perfeita da internet: Seu filho não precisa de uma mãe perfeita.

Muito pelo contrário,seu filho precisa da sua imperfeição para crescer bem e saudável emocionalmente.

Continue a leitura para descobrir como abraçar suas imperfeições e se tornar a melhor mãe para seu filho.

A mãe suficientemente boa

Existe um teórico na psicanálise chamado Winnicott que tem toda uma teoria fundamentada em seus estudos como psicanalista e também atendimentos clínicos enquanto pediatra, em que ele fala sobre a necessidade da MÃE SER SUFICIENTEMENTE BOA! 

O que significa ser uma mãe suficientemente boa:

-Não é a mãe perfeita, 

-Não necessariamente é a mãe que consegue colocar em prática todas as teorias de desenvolvimento, 

-Não é a que amamenta exclusivamente até 6 meses e depois prolongadamente até 2 anos ou mais, 

-Não é a que usa fralda de pano,

-Nem a que só dá comida orgânica e sem açúcar e sal para a criança. 

A mãe suficientemente boa é a mãe que fornece os cuidados ao bebê com carinho e dedicação e que olha o bebê como um sujeito, um indivíduo, que é livre; e não com um objeto, pré-moldado que fará tudo da forma como a mãe deseja.

A mãe possível comparada à mãe da internet

Entenda uma coisa: Você está em um mundo hiper conectado, onde as informações são fartas e na qual é possível ficar desesperada ao tentar colocar tudo que dizem ser o melhor para seus filhos em prática. 

Você não precisa ser contra isso, mas deve sempre se informar, sem comprar teorias e padrões e tentar formatar sua vida familiar naquilo. 

É justamente ao contrário: você lê, acha algo interessante e tem que refletir se aquilo faz sentido para você e como poderia ser viável de acordo com a sua realidade. 

Mas, o que você é que uma mãe precisa se atentar é que muitas vezes uma outra mãe que não tem acesso a tudo isso que você tem e considera essencial, como uma indígena ou uma mãe sem instrução, por exemplo, pode ser essa a mãe suficientemente boa.

Pode estar se entregando aos cuidados com o filho tanto quanto você que leu  e entendeu  um monte de teorias e formas de cuidar de uma criança.

Isso porque a criança precisa muito mais da sua entrega e investimento nela, do que da sua obsessão por reproduzir teorias. 

Quanto mais libertas de certos e errados, mais conectada você estará com as necessidades reais do seu filho.

Por que ensinar seu filho a lidar com a imperfeição?

Você precisa compreender que é a primeira pessoa a ensinar seus filhos a lidar com a imperfeição, com a falta, com a frustração.

Mas você tenta a todo custo evitar tudo isso na vida deles. 

Seja por medo do choro da criança ou medo de traumatizá-la,você tenta evitar o inevitável. 

Seus filhos crescerão e não terão aprendido com você, que os ama verdadeiramente, a lidar com esses sentimentos tão reais na vida cotidiana.

A criança não traumatiza com o NÃO, com a FALTA ou com a FRUSTRAÇÃO; a criança traumatiza com a forma como lida com ela perante esses sentimentos. 

Se as ignora, se às culpa ou até mesmo se volta atrás das nossas decisões para evitar o choro, você pode criar algum trauma na criança. 

Porém, se ao invés disso, você acolher seus sentimentos, legitimar, ou seja, dizer a ela que é compreensível que ela fique brava ou irritada com aquilo. Mas que ainda assim não será possível naquele momento.

Dessa forma você começa a ensinar seu filho a lidar com esses sentimentos que surgirão em vários momentos ao longo da sua vida.

A mãe imperfeita: A importância do seu filho aprender a desejar algo.

Outro ensinamento vital que somente uma mãe imperfeita consegue passar para seu filho é o ato de desejar algo, de querer verdadeiramente algo e expressar isso.  

Pense em uma pessoa que você conheça que não deseja nada para vida. 

Uma pessoa que vive em um eterno automático, não tem sonhos, ambições, vontades, uma pessoa que espera tudo cair do céu. Pensou?

Pois então, existe uma possibilidade que essas pessoas não tenham aprendido na infância a desejarem algo, que nunca tenham precisado querer e demonstrar real interesse e vontade para realmente ter. 

É provável que sejam pessoas que não tiveram espaço para querer algo, pois a mãe ou outro cuidador sempre estava ali oferecendo o tempo todo. 

Por isso que aquela criança que não chora por nada, que não expressa o que realmente quer, pode ser vista como uma criança boazinha que não faz malcriação.

Porém, pode ser também que seja uma criança que não tenha espaço para expressar este desejo

4 passos para que você possa se tornar uma mãe imperfeita: 

-Ter muita consciência,

-Auto aceitação,

-Mergulhar em si para que você exerça uma maternidade só sua, 

-Se livrar de padrões, de certos e errados. 

Como descobrir a sua forma de mãe e fugir dos padrões?

Você precisa dedicar um tempo para você descobrir o que foi transformado após a maternidade, entender quais são seus principais valores, e como eles guiam suas decisões.

Porque ao educar uma criança você precisa entender o que quer passar para ela, como você vai ajudar ela a compreender o mundo.

Agora que você sabe como  é importante ser uma  mãe imperfeita para seus filhos, compartilhe nos comentários como você ensina a imperfeição para seu filho no dia a dia. Por exemplo, se você ensina seu filho a importância de desejar e ter as próprias conquistas.