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Como lidar com conflitos que podem surgir com a rede de apoio?

A essa altura você já entende que é preciso ter uma rede de apoio e conhece possíveis soluções para quem não tem rede de apoio alguma. 

Porém é imprescindível que você aprenda a lidar com os conflitos que podem vir a acompanhar sua rede de apoio.

Você já sabe que sem uma rede de apoio é impossível renascer após a maternidade. 

Uma vez que você não terá seu tempo de individualidade, o que torna complicado voltar a desempenhar seus demais papéis sociais. 

O problema é lidar com as divergências que surgem lado a lado com a rede de apoio no quesito criação da criança, e é exatamente por isso que este artigo surgiu: Para te ajudar, através de dicas práticas, a lidar com sua rede de apoio.

Por isso continue a leitura do artigo e descubra:

-Existe um vilão quando se trata de modelos de criação?

-Como lidar com conflitos entre a rede de apoio e a mãe.

-De que forma os comportamentos e opiniões da sua rede de apoio podem afetar o relacionamento entre vocês.

-O que é possível flexibilizar com sua rede de apoio?

Avós, pais e seus filhinhos sentam juntos na cama em um quarto azul
Avós, pais e seus filhinhos sentam juntos na cama em um quarto azul.

Quando se trata de modelos de criação existe um vilão?

A forma como as crianças são criadas muda de geração para geração.

Essas mudanças são positivas e benéficas, mas de forma alguma invalidam a forma como era antes, ou seja, não torna nenhum dos outros modelos errado ou vilão. 

Você precisa ter consciência que tal modelo era o “correto” na ocasião e perceber como deve ser difícil para outras pessoas conceber que há outras formas de criar uma criança, sem ser a que estão habituadas. 

Além disso, as mães atuais ganharam muito em termos de criação das crianças na atualidade. 

Entretanto, você precisa se atentar para o fato do modelo atual também ter falhas e no futuro você poderá ser uma das “vilãs” da atualidade.

Com base nisso é preciso muita paciência com quem viveu outro tipo de criação e “sobreviveu” ao modelo anterior

Já que grande parte dessas pessoas acreditam verdadeiramente que são o que são graças a forma como os pais o criaram e são gratos

Isso não é mentira, porém o que essas pessoas não sabem é que possivelmente eles também seriam o que são hoje, e (escute bem), talvez, até melhores, se algumas particularidades do modelo anterior, fossem diferentes. 

Conflitos entre a rede de apoio e a mãe

No que se refere a educação do bebê os pontos que mais geram confronto entre a rede de apoio e a mãe são:

– Amamentação,

– Forma de fazer os cuidados básicos: troca de fraldas, roupa, pomada…

– Conceitos antigos como: manhã, ficar viciado no colo, não se alimentar se ainda mama, dar chazinho nos primeiros meses de vida…

– Alimentação,

– Formas de lidar com o bebê: quando cai, quando chora, quando faz as famosas birras…

– Dar ou não autonomia a criança,

– Negociar ou não com a criança,

– Bater ou não na criança.

Apesar de comportamentos e opiniões sua rede de apoio também ama seu bebê.

É possível perceber que quando os conflitos acontecem, você com mãe quer resolver na hora, quando o “sangue está quente” e essa é a pior decisão que pode tomar. Já que ninguém consegue resolver nada no calor da emoção. 

Muitas pessoas brigam com a família e deixam de contar com a rede de apoio por isso. Porém, nós já sabemos que precisamos deles e que eles também amam nossos filhos. 

Embora tenham opiniões e comportamentos diferentes, de um modo geral, não tenha dúvidas de que não querem mal para seu filho(a). 

Do contrário, não seriam pessoas que você optaria por deixar olhando sua criança.

Dica: Não tente resolver qualquer divergência com a rede de apoio quando o “sangue está quente”, isso só resultará em problemas irreversíveis.

Se retire do ambiente com seu filho, se preserve, respire… Em outro momento você pode resolver o problema. 

Como resolver problemas com sua rede de apoio:

Antes de ir conversar, coloque no papel os pontos de divergência.

Escrever os problemas é uma boa fonte de escape da raiva, é como se você tirasse todos aqueles pensamentos raivosos da cabeça e os deixasse no papel. 

Depois é preciso também um momento de autocrítica, pare e  se questione: “Será que o que aconteceu foi realmente motivo para toda essa raiva?”

Reserve um tempo para tentar olhar sobre a perspectiva do outro, isso é um baita exercício de empatia. 

Analise o que é possível flexibilizar com sua rede de apoio.

Só parta para uma conversa quando estiver bem claro para você:

 -Quais comportamentos e atitudes é possível aceitar que ocorra eventualmente? 

-O que não é negociável de forma alguma? 

Lembre-se que durante sua conversa com sua rede de apoio o ponto que você realmente deve frisar é o que NÃO é negociável para você. 

Deixe claro tudo que a desagrada como mãe, mas também as atitudes que você é capaz de tolerar. 

Desta forma eles perceberão que você está aberta para o diálogo, só assim também se sentirão confortáveis para se abrir para você.

Ah, e não se esqueça de que a rede de apoio inclui o pai também!

Em sua experiência como mãe, existe alguma atitude que considerou inegociável com sua rede de apoio? Se sim, compartilhe com outras mães nos comentários de que forma você lidou com essa divergência.