Terceirizar os filhos X Rede de apoio

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Terceirizar os filhos X Rede de apoio

Olá, essa semana eu tenho falado bastante nas minhas mídias sociais sobre tomar decisões conscientes. Na terça-feira, lancei um vídeo no meu Youtube falando sobre a decisão de retornar ou não da licença-maternidade. Ontem, coloquei no meu Facebook e Instagram a minha receita para tomar boas decisões. Já no texto da semana, gostaria de falar sobre uma temática que sempre impacta nas tomadas de decisões, após se ter filhos: será que estou terceirizando meus filhos se deixá-lo por alguns momentos com outra pessoa? Qual a diferença entre terceirizar os filhos e usufruir de uma rede de apoio?

Fique comigo até o fim do texto e você entenderá:

  • O que é exatamente terceirizar uma criança.
  • O que é a rede de apoio.
  • Quem pode compor a rede de apoio
  • Rede de apoio é somente para pais que trabalham?

O tema terceirização na infância tem sido falado bastante nos últimos anos e se refere ao ato dos pais deixarem todos os cuidados e criação da criança, nas mãos de terceiros (avós, babás, creche…). Quando uma criança é terceirizada seus pais não as tem como prioridade de vida, colocando todas as suas demais atividades à frente das suas responsabilidades. É importante lembrar, que a criança não é só responsabilidade de sua mãe, mas também de seu pai e por isso ambos devem se dividir para que a terceirização não ocorra. Pais que terceirizam seus filhos deixam (e até esperam) que os outros os eduquem, ensinando seus próprios valores e princípios.

A rede de apoio é diferente, conforme o próprio nome já diz, são pessoas que farão um apoio aos pais. Porém, quem educa e é responsável pela criança continua sendo eles. E isso precisa estar muito claro aos pais e também aos que exercerem este papel de apoio. A rede de apoio pode ser pontual, ou seja, sem uma periodicidade certa; como pode ser permanente, quando os pais precisam se ausentar todos os dias. É importante ressaltar a importância dos pais participarem da rotina dos seus filhos, principalmente nos 2 primeiros anos de vida. Por isso, quem usa a rede de apoio, o faz com bom senso e se compromete consigo a passar a maior parte do seu tempo disponível com a criança.

Essa rede de apoio pode ser constituída por avós, babás, creche, escola, tios ou até mesmo uma amiga. O importante é que você tenha confiança nesta pessoa, para que saia tranquila, sem ficar pensando na criança por todo momento que estiver longe.

“Bianca, quem não trabalha e deixa a criança com outra pessoa para fazer algo para si (ir na academia, no salão, almoçar com as amigas, ler um livro, dentre tantas outras opções) está terceirizando seu filho?

Depende. Se o pai ou a mãe deixa a criança o dia todo com uma rede de apoio para fazer atividades que só beneficiarão a eles próprios, é bem provável que haja uma terceirização. Porém, caso haja bom senso e essa mãe se ausente pontualmente para fazer atividades que também lhe proporcionam momentos de relaxamento e depois retorna para se dedicar ao seu filho, aí não há motivo para pensar estar terceirizando os filhos.

Espero que tenha ficado claro essa diferença e que você compreenda que precisamos sim de uma rede de apoio, mesmo as mães que não trabalham. Mas, jamais devemos terceirizar nossos filhos, pois estes sofrerão prejuízos severos em sua vida. Então, ficou em casa, não perca tempo fazendo coisas que poderão ser feitas em outro momento. Curti o seu filho, dê uma atenção de qualidade, sem distrações de telinhas (como TV e celular). Tenho certeza que você e ele ficarão muito mais felizes!

Agora, quer aprender a manejar conflitos com a sua rede de apoio? Te convido a participar do 2º Workshop Online e Gratuito Renascendo após a maternidade, onde vou te apresentar uma ferramenta muito útil para você lidar melhor com as brigas que eventualmente surgirão! O Workshop vai ao ar dos dias 03/03 ao dia 10/03 e para se inscrever é só se cadastrar AQUI.

Grande abraço e até o próximo texto!

Bianca Amorim
Bianca Amorim
É, em primeiro lugar, MÃE do Davi (03 anos e 11 meses) e Lucas (2 anos). Profissionalmente, é Psicóloga perinatal e Life Coach certificada pela Sociedade Brasileira de Coaching desde 2012. Idealizadora do projeto Renascendo após a maternidade”, onde direciona seus conhecimentos como Psicóloga, Coach e Mãe para outras mulheres que desejam se redescobrir depois do nascimento dos filhos. Autora do ebook gratuito Renascendo após a maternidade: 3 passos para se redescobrir depois do nascimento dos filhos. Palestrante.

2 Comentários

  1. Claudiane disse:

    Parabéns pela iniciativa.
    Tenho certeza que será ganho para mamães e para futuras também!

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