Por que uma mãe deve fazer terapia?

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Mães podem dar conta de tudo? São perfeitas? Não podem chorar, se emocionar, desejar passar um tempo sozinhas, com o parceiro ou com as amigas, sem a companhia dos filhos? Pelo contrário! Mães não são personagens heroicos, e abaixo eu te digo por que uma mãe deve fazer terapia. Afinal, é fundamental cuidar de sua saúde mental e emocional.

 

Terapia no puerpério

 

Mulheres, após o nascimento de um filho, costumam dedicar atenção especial a eles, esquecendo-se de cuidar de sua saúde física, mental e emocional. Elas se deixam de lado, contudo é no puerpério que acontece a maior vulnerabilidade de seu corpo.

 

O puerpério é o período que acontece logo após o nascimento e se estende aos três primeiros anos de vida da criança. Nesta fase, as emoções da mulher se apresentam como um vulcão, e mulheres que nunca sofreram adoecimentos psíquicos, podem tê-los.

 

Lembre-se de que se você não estiver bem, seu filho também não estará, e isto é prejudicial para o vínculo formado entre vocês, para suas outras relações familiares e também para o desenvolvimento cognitivo da criança.

 

É importante cuidar de sua saúde mental e emocional, duas situações que são diferentes, mas que estão ligadas. A saúde emocional está relacionada ao nosso bem-estar, à nossa qualidade de vida, e a saúde mental é o adoecimento psíquico resultado de quando algo não vai bem na sua saúde emocional.

 

Fiz essa introdução para mostrar que você deve fazer terapia se sentir alguma emoção ou angústia com frequência. Você pode até achar que isto não é necessário, mas meu lema é o conhecido é melhor prevenir do que remediar, então vale consultar um especialista para esclarecer suas dúvidas, do que ficar nessa situação e, talvez, ter que lidar com consequências ruins neste inicio da nova constituição familiar.

 

Se o psicólogo disser que o sentimento é algo passageiro, melhor! Porém, pode ser algo que afete os seus relacionamentos, a sua saúde, e você deve procurar o profissional especialmente se já teve algum adoecimento psíquico.

 

Terapia como tratamento para adoecimentos psíquicos perinatais

 

São vários os adoecimentos psíquicos existentes, dos mais leves aos mais graves. Um bastante comum no puerpério é o baby blues, e tenho outros exemplos também: depressão pós-parto, transtornos de ansiedade, fobia social, transtorno obsessivo-compulsivo, transtornos de pânico, sendo o mais raro e grave a psicose. Ela exige tratamento imediato, geralmente atuando com dois profissionais, o psicólogo e o psiquiatra.

 

Na psicose, a mulher pode fazer mal ao seu filho, inconscientemente, é claro, mas os danos podem ser sérios. Portanto, faça um acompanhamento psicológico, de preferência desde a gestação, principalmente se você teve algum tipo de adoecimento psíquico, especialmente se tem antecedentes de bipolaridade na família.

 

Volto ao meu lema: é melhor prevenir do que remediar. Então, se você está grávida, recomendo o pré-natal psicológico. Faça o pré-natal físico também, mas não deixe de fazer o outro, eles são complementares e muito benéficos para mãe e filho.

 

O pré-natal psicológico não garante que os adoecimentos psíquicos sejam inexistentes, mas ele diminui as chances. Recomendo a todas as gestantes que o façam, mas principalmente as que tiveram adoecimentos psíquicos ou que possuem histórico de problemas de saúde mental na família.

 

Como eu citei aqui, o puerpério é um período de maiores emoções para a mulher, tenha ela outros filhos ou não. Cada gestação é diferente, pedindo tomadas de decisões diferentes, e isto pode afetar, muito provavelmente vai, a sua saúde emocional.

 

Para que os desafios da maternidade não interfiram no seu relacionamento com seu filho, sua família, amigos e sociedade, novamente ressalto a importância de fazer terapia. Procure ajuda de sua rede de apoio, você não é obrigada a dar conta de tudo, muito pelo contrário, e continue acompanhando minhas postagens no Renascendo após a maternidade elas também te apoia a lidar com a sua saúde emocional.

 

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