Paparicar e cuidar: qual a diferença?

Você e eu somos pais, mas também um casal
28/12/2018

Será que existe diferença entre paparicar e cuidar do seu filho? Leia o texto abaixo para descobrir e saber como exercer uma maternidade consciente.

Paparicar é muito diferente de cuidar. E traz consequências para a vida

Paparicar é fazer todas as vontades da criança. Cuidar é prover o que a criança necessita, com bom senso e contribuir para a evolução do seu filho. Paparicar significa atender a tudo o que o bebê quer, seja certo ou errado. Cuidar, pelo contrário, é atender da forma adequada, de acordo com seus princípios, para proporcionar bem-estar a ele. Lembrando-se sempre de é possível cuidar muito bem do seu filho, sem rigidez, com flexibilizações quando necessário ou possível.

Você já deve ter reparado que muitas crianças são extremamente voluntariosas, que são os reizinhos que mandam na casa e nos pais, e que definem as regras do seu dia a dia. Quem é que propiciou essa situação? Na maioria das vezes é dos pais, mesmo que inconscientemente.

É claro que elas nascem com um temperamento e personalidade que pode ser forte, mas é dever dos pais mostrar e orientar a boa educação a seus filhos, proporcionando a eles uma vivência amorosa, mas com limites. Sendo assim, a criança não deixa de ser prioridade na vida dos pais, mas ela não é senhora da casa, como acontece em muitas famílias.

Portanto, cuidar de uma criança é educá-la, prepará-la para ser um adulto sociável, que sabe respeitar o próximo, compartilhar, querer bem, que faz parte da vida dos outros e é solidário.

Cuidar não é paparicar, ou seja, fazer todas as suas vontades e jamais contrariar seu filho. Muitos pais mimam seus filhos ao extremo, sem perceber, seja por cansaço após uma longa jornada de trabalho, que ainda requer cuidados familiares e domésticos, seja por inabilidade para a criação da criança.

Paparicar é comprar presentes caros para suprir deficiências, ausências, por exemplo, proporcionando assim que a criança se torne insatisfeita, desejosa por mais, incapaz de lutar contra as adversidades, porque tudo foi dado a ela após um pedido, ou nem mesmo isso. Quem é paparicado ao extremo se torna vulnerável emocionalmente, apesar de ser extremamente voluntarioso e demonstrar força no seu querer.

O equilíbrio entre mimar e cuidar

Não sei se você percebeu, mas o importante é equilibrar as situações, ou seja, mimar e cuidar do seu filho de forma harmônica, sem excessos. Dar colo, afeto, carinhos, não são formas de tornar seu filho mimado, são maneiras de mostrar que você gosta dele. Assim como cuidar de seu filho, educando-o e tornando-o uma pessoa de bem.

A chave está no equilíbrio, e não no excesso. A virtude está em saber dosar as situações, em saber dizer não quando necessário, mesmo que em algumas vezes você tenha condições de satisfazer o desejo da criança. Afinal, existem casos onde a vontade dos pais deve imperar, pois são as pessoas que sabem o que é melhor para a criança, naquele momento.

Por exemplo: se a criança quiser comer sobremesa antes da refeição. Alguns pais, para não contrariar seus filhos, deixam que eles comam o doce, mesmo que o apetite da criança se estrague. Eles preferem fazer assim a ter seu filho chorando, insatisfeito.

Outra situação são os combinados. Já mencionei diversas vezes que podem ser feitos combinados com as crianças, e que eles devem ser cumpridos para a harmonia da família. Caso contrário, há consequências previamente estabelecidas e ditas a criança.

Se o acordo era comprar apenas uma boneca, mesmo que você possa pagar por duas, ou por outro brinquedo, recomendo que diga não para o segundo presente. É preciso ter firmeza para cuidar, e não aceitar birras características quando a criança não é paparicada, recebendo tudo o que quer.

Mimar ao excesso é cuidar do jeito errado, é jogar no lixo a chance de criar um adulto que saiba lidar com suas frustrações. Cuide e prepare-o para ser uma pessoa bem resolvida.

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