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Você faz parte do grupo de risco para ter Depressão Pós-parto?

Olá!

Como você está?

Hoje, vim dar continuidade em nossa série sobre a Depressão Pós-Parto. E, no texto de hoje, vim te contar quem faz parte do grupo de risco que pode desenvolver uma Depressão Pós-Parto. Assim, você toma conhecimento e ajuda no processo de identificação e prevenção desse adoecimento que tem crescido consideravelmente em nossa sociedade.

Embora possa parecer contraditório, no topo da lista de risco, aparece a mulher com algum grau de infertilidade ou que foram submetidas à tratamento (inseminação artificial ou fertilização in vitro) para a gravidez ou que esperaram por muito tempo até que conseguissem o sonhado positivo gestacional.

Além desse, outros riscos associados à Depressão Pós-Parto são:

  • Histórico de Depressão em qualquer momento da vida;
  • Episódio depressivo ou ansioso durante a pré-concepção ou gestação;
  • Estresse;
  • Falta de rede de apoio;
  • Pouco suporte social;
  • Instabilidade financeira;
  • Conflitos no relacionamento conjugal;
  • Histórico familiar de transtornos psiquiátricos;
  • Negativismo
  • Baixa auto-estima;
  • Complicações obstétricas;
  • Parto prematuro;
  • Parto traumático;
  • Violência Obstétrica;
  • Histórico de abuso sexual;
  • Perdas importantes durante a gestação ou parto;
  • Histórico de aborto ou óbito fetal anteriores;
  • Relação conflituosa com a mãe e
  • Gravidez não desejada.

Se você analisar com cuidado e com muita honestidade, verá que a maioria das mulheres, ou todas, em algum momento se encontram na lista de fatores de risco. Ou seja, a grosso modo, todas as mulheres deveriam receber algum tipo de suporte emocional durante o ciclo gravídico-puerperal a fim de prevenir a Depressão Pós-Parto.

Outro fato importante é que pais (homens) e mães adotivas também podem sofrer com a Depressão Pós-Parto. Antigamente, associava-se a Depressão Pós-Parto às alterações hormonais relacionadas com a gestação e com a saída da placenta. Hoje, acredita-se que esse fator hormonal seja apenas um estopim ou gatilho para o surgimento e identificação da doença no puerpério.

Atualmente, a Depressão Pós-Parto está diretamente relacionada às nossas expectativas e frustrações da vida materna, construídas ao longo de nossa vivência individual e social.

No próximo texto, falaremos mais sobre isso.

Até lá, ajude a identificar e prevenir a Depressão Pós-Parto!

Com carinho,

Luciana Rocha

Luciana Rocha
Luciana Rocha
Luciana Rocha é mãe do Lorenzo (2 anos), Psicóloga Perinatal, pós-graduada em Psicologia da Saúde, Terapeuta de EMDR, idealizadora do projeto Tons da Maternidade.

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