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Em quem você confia para deixar seu filho por alguns períodos? Se você não tem uma rede de apoio porque mora distante de seus familiares e não tem condições de arcar com pagamento de creche ou babá, confira minhas dicas para criar uma rede de apoio. Ao final da leitura, você já poderá começar a criar a sua!

 

Por que criar uma rede de apoio

 

Mesmo que você não retorne ao trabalho após a licença maternidade e resolva dedicar seu dia integralmente aos cuidados de seu filho, é essencial criar uma rede de apoio. Eu a considero o único caminho possível para renascer após a maternidade.

 

Ela é fundamental para que a mulher tenha seus momentos de individualidade, seja para sair com as amigas, com a mãe, com o parceiro, para fazer compras, ir ao salão de beleza, enfim, para dar atenção a si e cumprir seus outros papéis na sociedade.

 

Crie uma rede de apoio pontual

 

Se você não tem uma pessoa disponível de forma fixa para ficar com o seu filho nos seus momentos de ausência, comece criando uma rede de apoio pontual. Ela servirá como cuidadora da criança de forma eventual, quando você precisar.

 

Pode não ser a solução que você gostaria (rede de apoio fixa, como um familiar), mas é a solução que você tem naquele momento, para resolver aquela necessidade.

 

Estabeleça vínculos

 

A regra para a criação de uma rede de apoio, seja pontual ou fixa, é a confiança. Você só vai deixar o seu filho com quem você confia, naturalmente, e se você não tem familiares próximos ou não pode pagar uma creche de boa reputação, veja quem, do seu círculo, é alguém que você confia e que talvez tenha disponibilidade eventual de ficar com o seu filho em suas ausências.

 

Quem é a pessoa ideal nesses casos? Alguém que também esteja passando pela mesma situação que você, certamente vai ter empatia e poderá apoiá-la. Assim, como você também poderá ser o apoio dela.

 

Talvez não tenha pensado nisso, mas aquela mãe que leva seu filho à pracinha pelas manhãs pode fazer parte de sua rede de apoio. Ou então sua colega de aulas de natação para bebês, até mesmo sua vizinha que desce ao playground com as crianças.

 

Mas, aí você me pergunta: “Mas, Bianca, eu nem sei o nome dela? Como vou propor deixar meu filho com ela, ainda que eventualmente. Como vou confiar?”

É claro, que isso não acontecerá do dia para a noite, mas este texto é justamente para te alertar que você precisa começar a se socializar com outras mães e estreitar vínculo com as que mais você se indentifica.

 

Tenha essas mulheres como suas aliadas, porque provavelmente elas também adorariam ter uma rede de apoio. Não é algo fácil, nem simples, mas é totalmente possível criar uma rede na sua região, com pessoas de confiança. É preciso paciência, esforço e dedicação, mas a possibilidade existe.

 

Crie a rede o quanto antes

 

O problema existe, a solução já foi apresentada. Contudo, é complicado quando falamos de confiança, não é mesmo?

 

Portanto, para resolver a questão da rede de apoio, comece a sua criação o quanto antes. Escreva em um papel os nomes de todos os prováveis participantes da sua rede de apoio. Não inclua somente outras mães, mas todas as outras pessoas nas quais você confiaria os cuidados temporários de seu filho.

 

Agora selecione apenas três nomes, eles serão a sua potencial rede de apoio pontual. Estreite vínculos, visite sua casa, conheça a sua família, para comprovar se as suas impressões estão certas e se realmente essas pessoas são dignas da sua confiança.

 

Tenha em mente que criar uma rede de apoio é algo que leva tempo, talvez um a dois anos, e que o ideal é começar o quanto antes. Se você está grávida ou acabou de ter um filho, que tal começar a criar a sua agora mesmo?

 

 

 

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