As transformações do papel do pai

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As transformações do papel do pai

Na minha estreia aqui no blog Renascendo Após A Maternidade, no mês em que comemoramos o Dia dos Pais, quero trazer algumas reflexões sobre o Papai Moderno.

Se pararmos para pensar, todos os papéis sociais que desenvolvemos sofreram significativas transformações ao longo das últimas décadas. Foram muitas inovações, avanços tecnológicos e tantas outras coisas que afetaram diretamente a forma como nos percebemos, convivemos e interagimos, conosco e com os outros.

E ser mãe e ser pai não passou imune a tantas transformações!

Porém, como qualquer outra mudança, ser mãe e pai nos dias atuais requer adaptação, compreensão, aprendizado, conhecimento, experiência, diálogo e apoio. Muito apoio.

Tendemos a fazer aquilo que já estamos acostumados, que já conhecemos. Por isso, nos pegamos tantas vezes repetindo aquilo que nossos pais fizeram – por mais que jurássemos que nunca o faríamos.

Por isso, também, talvez ainda estejamos tão confusos sobre o papel do PAI nos dias de hoje.

Antes, acreditava-se que os pais eram os provedores do lar, dos filhos. A eles, cabiam o sustento financeiro/material e as regras ou punições da educação dos filhos. Todo o restante era responsabilidade da mãe, exclusivamente.

Depois, quando as mulheres passaram a também se responsabilizarem pelo sustento familiar, os homens passaram a ter uma participação um pouco maior, porém ainda tímida, nos cuidados com os filhos.Pai e filho tocando juntos

Passou a ser mais comum ver os pais passeando com os filhos, ensinando-lhes a andarem de bicicletas, ajudando-os nas tabuadas, assistindo desenhos animados juntos. Mas o grosso, os cuidados essenciais, as correções, o dia-a-dia, ainda era uma responsabilidade materna, em que o pai, simplesmente, ajudava.

Ele ainda se portava como coadjuvante no compromisso e árdua tarefa de ter, criar e educar os filhos.

Atualmente, os papais têm ganhado cada vez mais destaque na relação com os filhos. Os pais têm espaço já desde o início da vida do pimpolho. São participativos desde o pré-natal, frequentando o máximo de consultas possíveis e estando presentes na maioria das ecografias. E ganharam até um pré-natal próprio – o Pré-natal do Parceiro, afinal, o papai também precisa gozar de boa saúde para receber seu rebento! O pai tem direito a estar presente no parto e, sempre que possível, não como expectador, mas ativamente, sendo apoio para a parceira, cortando o cordão umbilical e por aí vai…

No pós-parto, o homem passa a ser peça fundamental na nova relação em construção: mãe-bebê-pai. Ele é apoio para a mãe, peça chave para o sucesso na amamentação, para a saúde materna, para o desenvolvimento do bebê.

O pai embala o sono, coloca pra dormir, troca fraldas, dá banho, brinca, interage, permite o descanso da mãe, organiza a casa, dá Pai cuidando do seu filhocolo – pra mãe e para o bebê. Ouve, consola, fala, apoia. Está presente, participante, ativo. Ele faz. Ele colabora. Ele divide.

Ele está inteiro, junto e dedicado no primeiro dia de vida do filho, no primeiro mês, no primeiro ano, na primeira década, na vida inteira.

Ele sabe o que acontece. E está ao lado.

O pai de hoje é protagonista na vida do filho, junto com a mãe.

Nem mais nem menos!

E isso requer disponibilidade, doação, amor, entrega, deveres!

E isso tem recompensas: amor, gratidão, educação, presença!

Faz a diferença!

Parabéns, papai moderno por sua presença na vida de seu filho!

Com carinho,

Luciana Rocha

Luciana Rocha
Luciana Rocha

Luciana Rocha é mãe do Lorenzo (2 anos), Psicóloga Perinatal, pós-graduada em Psicologia da Saúde, Terapeuta de EMDR, idealizadora do projeto Tons da Maternidade.

3 Comentários

  1. Paty disse:

    É interessante.

  2. Claudya disse:

    Meu marido é muito ativo e parceiro na criação da nossa bebê! Ele é peça fundamental nas nossas vidas. <3

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